Mark Hunt tem uma grande oportunidade. No UFC 144, na noite de sábado, ele luta contra Cheick Kongo. O francês Kongo venceu suas últimas duas lutas e está a tempo nas cabeças para vislumbrar uma chance pelo título da categoria peso pesado. No Octógono do UFC, o francês tem um melhor cartel. Mas Hunt não o vê como um passo para o topo."(Esta luta) é boa para a minha carreira? Eu não vejo deste jeito. Eu lutei com muitos dos melhores lutadores do mundo, então não é um passo para mim. Somente mais uma luta."
O veterano é direto sobre as habilidades de seu oponente.
"Eu sei (sobre) Cheick Kongo - ele é bom, não é um lutador ruim."
É só mais uma luta de um homem que, aos 37 anos, tem sido um lutador profissional por mais ou menos 15. Primeiro no kickboxing, onde ganhou o Grand Prix do K-1 em 2001. Em 2004, ele mudou para o MMA onde derrotou nomes como Wanderlei Silva e Mirko Cro Cop. Hunt, neozelandês ganhou o direito de ser casual sobre tudo.
Hunt de fato, só quer saber de lutar, mas não cometa o erro de ver isso como falta de determinação. Entre meados de 2006 a 2010, ele não venceu uma luta, indo para 0 -6. Quatro anos de derrotas e longos períodos sem uma luta. Mas ele não deixou que as estatísticas o deixassem para baixo, ele agora vem de duas vitórias consecutivas. Mentalmente, é um caminho longo desde a derrota na sua estréia no Octógono no final de 2010 para Sean McCorkle.
"É bom porque, depois de perder tantas vezes eu não sabia mais o que estava acontecendo de errado, mas após mudar muitas coisas, finalmente, chegar a um estado mental e fisico melhor, me ajudou muito, especialmente perdendo para um um novato como McCorkle. Mas acredito que isso tenha acontecido por não ter lutado a dois anos", disse Hunt. "Isso sempre acontece quando você não luta por um tempo, você fica um lixo, você não sabe o que está acontecendo. E no MMA na hora que você percebe isso, já é tarde demais."
Sua última luta foi uma árdua vitória de três rounds por decisão sobre Ben Rothwell no UFC 135 em setembro passado. No final, os dois estavam exaustos, mas ele atribui isso ao ar das montanhas de Denver, e não por falta de treinamento duro.
"Eu estava muito cansado, mas a altitude realmente acabou comigo", disse Hunt. "É difícil perceber até que você realmente vá treinar lá ou lutar lá. É aí que você percebe o quão difícil é o ar lá em cima, se você não está acostumado a treinar ou ficar lá por um tempo. Eu não estava acostumado com isso. Eu tive umas duas semanas lá. Foi um trabalho difícil."
Era uma chance para o "Super Samoan" Hunt, que já teve problemas com o jogo no chão no passado, de mostrar novas habilidades: executar uma queda, tomar posições dominantes e a tentativa de um armlock em Rothwell.
"Foi bom. Tenho praticado um pouco para isso."
Mas socos e chutes sempre serão o seu forte. E Hunt não perde tempo quando perguntado quem será o melhor striker no UFC 144.
"Bom, como striker sou melhor do que ele, é claro. É assim que eu vejo."
O que o leva a crer, que Kongo não tem opções.
"Isso é (tentar quedas) o que ele vai tentar fazer. Quando ele perceber que não pode dançar ou brincar comigo, ele vai tentar me levar para baixo como todos os outros."
Hunt treinou na Flórida com a American Top Team no passado, e para essa luta se preparou em sua cidade natal, Auckland, Nova Zelândia. Não é um centro de treinamento tão glamuroso, mas ele acredita que é o melhor para ele. E ele parece estar em forma como nunca esteve.
"O treinamento aqui é meio louco. Eu tenho bons treinos em casa (na Austrália), mas é difícil encontrar parceiros por aqui porque todo mundo tem que trabalhar e poucas pessoas lutam em tempo integral. Eu sei que Jamie (Te Huna) tem um monte de caras do seu peso com quem está treinando e isso é muito bom para ele", disse Hunt. "Para mim, qualquer outro lugar é longe demais para ir. Miami é muito longe para ir e se acostumar com o clima e depois voltar e se acostumar ao clima australiano de novo, porque não há tempo suficiente. Então eu acho que foi uma boa jogada, mas vamos ver o que acontece na luta."
A luta de Hunt vai fazer-lo retornar ao Japão, onde ele lutou durante a maior parte da sua carreira.
"Estou ansioso para lutar no Japão de novo, será ótimo."
É o lugar onde ele ganhou o Grand Prix do K-1 na frente de mais ou menos 65.000 mil fãs. E é onde ele estreou no lendário ringue do Pride.
"É onde minha carreira realmente começou . Apesar de estar em casa na Austrália. Me ofereceram o meu segundo contrato no Japão."
No entanto, no dia 25 de fevereiro, será o local de apenas mais uma luta para Hunt.
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