Para os lutadores não-japoneses que competem no evento de sábado no UFC 144 em Saitama, ter a oportunidade de competir em uma terra com tanta história e tradição quando se trata de MMA (e artes marciais em geral) faz com que seja mais do que apenas mais uma luta. É uma oportunidade de mergulhar na cultura, abraçar o passado, e, em seguida, guardar as lembranças da semana em sua cápsula do tempo pessoal.
Este momento é hoje. Lá em 2001, quando um jovem homem de 23 anos chamado Quinton Jackson recebeu a proposta de lutar na organização japonesa PRIDE contra a estrelaKazushi Sakuraba, não havia relação com a história, tradição, ou a cultura da luta na terra do sol nascente. Era apenas mais uma luta para Jackson (10-1).
"Quando eu estava indo lutar com Sakuraba, eu estava sem grana", riu Jackson em uma recente teleconferência. "Eu estava apenas improvisando. Eu não sabia nada sobre nada - só queria ganhar algum dinheiro."
Bizarramente comercializado como um homem sem-teto vivendo em um ônibus enquanto conversava com os pássaros, Jackson, no entanto lançou essa imagem errônea, com um esforço corajoso na derrota contra Sakuraba, e os fãs japoneses logo o acolheram pelo seu estilo de luta e senso de humor. Jackson retornou o afeto, e nos próximos quatro anos e meio, ele se tornou sinônimo da organização PRIDE, indo 12-5 com vitórias sobre Igor Vovchanchyn, Murilo Bustamante, Chuck Liddell, Ricardo Arona, Murilo "Ninja" Rua , bem como batalhas memoráveis com Wanderlei Silva (duas vezes) e Mauricio "Shogun" Rua.
Então, quando foi anunciado que a organização subseqüente de Jackson, o UFC, estava voltando para o Japão para o evento deste sábado (ironicamente no mesmo Saitama Super Arena, onde estreou contra Sakuraba), era um card em que ele precisava estar, e quando ele não estava, inicialmente, fez barulho suficiente para que a organização o colocasse no co-luta principal contra Ryan Bader.
"É muito importante estar no card, pessoalmente", disse Jackson. "Meus filhos são do Japão, os avós dos meus filhos são de lá. Eles nunca me viram lutar no passado e eu tenho muita experiência no Japão. Eu realmente sinto falta dos fãs, não vou mentir. Eu sinto falta de lutar lá, então foi algo pessoal para mim, para que meus dois filhos mais novos possam me ver lutar e os parentes possam estar no meio da multidão e me ver lutar. Eu nunca tive isso antes, então é algo que eu quero fazer."
Com Jackson está vindo de uma derrota na disputa pelo cinturão contra Jon Jones em setembro do ano passado, esta é a revanche perfeita para o ex-campeão até 93kg, considerando que ele pode evitar uma decepção pós-perda ficando ultra-motivado para sua primeira luta no Japão desde sua vitória por decisão sobre Yoon Dong-Sik no PRIDE 31 em 2006. Ele também deu a entender um retorno ao estilo "agressivo total" que lhe rendeu o apelido de "Rampage" todos esses anos, mesmo que apenas para agradar aos fãs de longa data.
"Eu acho que era muito popular no Japão por causa do meu estilo de luta. Eu era jovem e eu não me importava. Eu só queria dar show para a multidão e eles adoram esse tipo de coisa.
"Na América, todo mundo está sempre preocupado com quem vai ganhar e quem está ganhando. Não é assim (no Japão) - no final do dia é entretenimento. Os fãs querem ver uma luta divertida e os fãs tiveram isto. Na América, eu não acho que temos isso ainda."
Isto não é novidade vindo do homem de 33 anos nativo de Memphis, que sempre falou em tons reverentes sobre sua época no Japão e sobre as pessoas de lá. Ele sempre esteve viajando de volta ao país com frequência, mas sobre estar sendo assediado por fãs como é nos Estados Unidos, é uma outra história.
"Honestamente, é meio estranho dizer isso, mas é verdade", disse ele. "Quando estou no Japão, eles nem sequer me reconhecem. Se eu não estiver usando minha corrente ou nenhuma roupa camuflada, eu poderia ser qualquer um."
E, francamente, é assim que ele gosta. Enquanto aprecia a atenção que ele recebe, Jackson também foi sobrecarregado às vezes desde que se tornou uma grande estrela na sua terra natal, o que o levou a passar seu centro de treinamento, às vezes para a Wolfslair na Inglaterra. Mas, para este CT, Jackson ficou mais perto de casa, em sua nova academia, a Rampage Fitness Academy em Mission Viejo, Califórnia.
"Honestamente, nunca pensei que eu seria dono de uma academia, porque não é nenhum segredo que nunca gostei de treinar, mas notei que entre as lutas sempre fico fora de forma", disse ele. "Eu estava indo para a academia do meu amigo em Huntington Beach. Mas você sabe, moro em Mission Viejo, e à direita da rua estava meu parceiro de negócios Dave Roberts, que é o cara que me iniciou na luta. E ele estava na academia, temos um monte de alunos. É como se fosse um lugar de família, e esse é o tipo de ambiente que eu gosto.
"É bom ter a sua própria academia", Jackson continua. "Agora posso ir lá na minha própria academia e treinar como quero e fazer o que quiser sem ter que pisar em ovos em academias de amigos e coisas assim, porque todo mundo sabe como sou barulhento às vezes. Então, quando é a sua própria academia, você não tem que pedir desculpas a ninguém, e meio que gosto disso."
Só falta derrotar Bader, vencedor do The ultimate Fighter e wrestler destaque na faculdade, que se recuperou de derrotas para Jones e Tito Ortiz em 2011 com um nocaute 77 segundos sobre Jason Brilzem novembro passado. E ao contrário das lutas de Jackson com Jones e Rashad Evans, não há rancor aqui.
"Honestamente, não tenho nada contra Ryan Bader", disse ele. "Ele é um cara legal. Ele nunca falou besteiras sobre mim. Quando luto contra caras como ele, nunca é pessoal. Na maioria das vezes pelo menos. Mas eu só vou lá, para dar um grande espetáculo para os fãs. Eu não tenho nada contra Ryan Bader de verdade. Porém ainda estou indo tentar nocautea-lo. Mas não terá ressentimentos com ele depois."
Dez anos depois de por os pés no Japão, "Rampage" Jackson retorna. Pode não ser sobre tradição e história para ele, mas certamente há uma parte sentimental nesta luta, e por toda experiência que o país tem dado a ele, agora ele tem a chance de dar algo de volta.
"Lembro-me daquela época, (PRIDE) foi o maior show, mas o UFC o superou", disse Jackson. "Eu acho que se alguém tiver uma chance (de reviver o cenário do MMA no Japão), é o UFC. E se eu tiver alguma coisa a ver com isso, eu vou lá e lutar com o meu coração e fazer um grande show. Vou tentar proporcionar as lutas mais emocionantes que os fãs já viram, então talvez eles queiram que o UFC retorne."
Este momento é hoje. Lá em 2001, quando um jovem homem de 23 anos chamado Quinton Jackson recebeu a proposta de lutar na organização japonesa PRIDE contra a estrelaKazushi Sakuraba, não havia relação com a história, tradição, ou a cultura da luta na terra do sol nascente. Era apenas mais uma luta para Jackson (10-1).
"Quando eu estava indo lutar com Sakuraba, eu estava sem grana", riu Jackson em uma recente teleconferência. "Eu estava apenas improvisando. Eu não sabia nada sobre nada - só queria ganhar algum dinheiro."
Bizarramente comercializado como um homem sem-teto vivendo em um ônibus enquanto conversava com os pássaros, Jackson, no entanto lançou essa imagem errônea, com um esforço corajoso na derrota contra Sakuraba, e os fãs japoneses logo o acolheram pelo seu estilo de luta e senso de humor. Jackson retornou o afeto, e nos próximos quatro anos e meio, ele se tornou sinônimo da organização PRIDE, indo 12-5 com vitórias sobre Igor Vovchanchyn, Murilo Bustamante, Chuck Liddell, Ricardo Arona, Murilo "Ninja" Rua , bem como batalhas memoráveis com Wanderlei Silva (duas vezes) e Mauricio "Shogun" Rua.
Então, quando foi anunciado que a organização subseqüente de Jackson, o UFC, estava voltando para o Japão para o evento deste sábado (ironicamente no mesmo Saitama Super Arena, onde estreou contra Sakuraba), era um card em que ele precisava estar, e quando ele não estava, inicialmente, fez barulho suficiente para que a organização o colocasse no co-luta principal contra Ryan Bader.
"É muito importante estar no card, pessoalmente", disse Jackson. "Meus filhos são do Japão, os avós dos meus filhos são de lá. Eles nunca me viram lutar no passado e eu tenho muita experiência no Japão. Eu realmente sinto falta dos fãs, não vou mentir. Eu sinto falta de lutar lá, então foi algo pessoal para mim, para que meus dois filhos mais novos possam me ver lutar e os parentes possam estar no meio da multidão e me ver lutar. Eu nunca tive isso antes, então é algo que eu quero fazer."
Com Jackson está vindo de uma derrota na disputa pelo cinturão contra Jon Jones em setembro do ano passado, esta é a revanche perfeita para o ex-campeão até 93kg, considerando que ele pode evitar uma decepção pós-perda ficando ultra-motivado para sua primeira luta no Japão desde sua vitória por decisão sobre Yoon Dong-Sik no PRIDE 31 em 2006. Ele também deu a entender um retorno ao estilo "agressivo total" que lhe rendeu o apelido de "Rampage" todos esses anos, mesmo que apenas para agradar aos fãs de longa data.
"Eu acho que era muito popular no Japão por causa do meu estilo de luta. Eu era jovem e eu não me importava. Eu só queria dar show para a multidão e eles adoram esse tipo de coisa.
"Na América, todo mundo está sempre preocupado com quem vai ganhar e quem está ganhando. Não é assim (no Japão) - no final do dia é entretenimento. Os fãs querem ver uma luta divertida e os fãs tiveram isto. Na América, eu não acho que temos isso ainda."
Isto não é novidade vindo do homem de 33 anos nativo de Memphis, que sempre falou em tons reverentes sobre sua época no Japão e sobre as pessoas de lá. Ele sempre esteve viajando de volta ao país com frequência, mas sobre estar sendo assediado por fãs como é nos Estados Unidos, é uma outra história.
"Honestamente, é meio estranho dizer isso, mas é verdade", disse ele. "Quando estou no Japão, eles nem sequer me reconhecem. Se eu não estiver usando minha corrente ou nenhuma roupa camuflada, eu poderia ser qualquer um."
E, francamente, é assim que ele gosta. Enquanto aprecia a atenção que ele recebe, Jackson também foi sobrecarregado às vezes desde que se tornou uma grande estrela na sua terra natal, o que o levou a passar seu centro de treinamento, às vezes para a Wolfslair na Inglaterra. Mas, para este CT, Jackson ficou mais perto de casa, em sua nova academia, a Rampage Fitness Academy em Mission Viejo, Califórnia.
"Honestamente, nunca pensei que eu seria dono de uma academia, porque não é nenhum segredo que nunca gostei de treinar, mas notei que entre as lutas sempre fico fora de forma", disse ele. "Eu estava indo para a academia do meu amigo em Huntington Beach. Mas você sabe, moro em Mission Viejo, e à direita da rua estava meu parceiro de negócios Dave Roberts, que é o cara que me iniciou na luta. E ele estava na academia, temos um monte de alunos. É como se fosse um lugar de família, e esse é o tipo de ambiente que eu gosto.
"É bom ter a sua própria academia", Jackson continua. "Agora posso ir lá na minha própria academia e treinar como quero e fazer o que quiser sem ter que pisar em ovos em academias de amigos e coisas assim, porque todo mundo sabe como sou barulhento às vezes. Então, quando é a sua própria academia, você não tem que pedir desculpas a ninguém, e meio que gosto disso."
Só falta derrotar Bader, vencedor do The ultimate Fighter e wrestler destaque na faculdade, que se recuperou de derrotas para Jones e Tito Ortiz em 2011 com um nocaute 77 segundos sobre Jason Brilzem novembro passado. E ao contrário das lutas de Jackson com Jones e Rashad Evans, não há rancor aqui.
"Honestamente, não tenho nada contra Ryan Bader", disse ele. "Ele é um cara legal. Ele nunca falou besteiras sobre mim. Quando luto contra caras como ele, nunca é pessoal. Na maioria das vezes pelo menos. Mas eu só vou lá, para dar um grande espetáculo para os fãs. Eu não tenho nada contra Ryan Bader de verdade. Porém ainda estou indo tentar nocautea-lo. Mas não terá ressentimentos com ele depois."
Dez anos depois de por os pés no Japão, "Rampage" Jackson retorna. Pode não ser sobre tradição e história para ele, mas certamente há uma parte sentimental nesta luta, e por toda experiência que o país tem dado a ele, agora ele tem a chance de dar algo de volta.
"Lembro-me daquela época, (PRIDE) foi o maior show, mas o UFC o superou", disse Jackson. "Eu acho que se alguém tiver uma chance (de reviver o cenário do MMA no Japão), é o UFC. E se eu tiver alguma coisa a ver com isso, eu vou lá e lutar com o meu coração e fazer um grande show. Vou tentar proporcionar as lutas mais emocionantes que os fãs já viram, então talvez eles queiram que o UFC retorne."

Nenhum comentário:
Postar um comentário